Coração matutino

sexta-feira, 28 de março de 2008

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Não quero um amor de pura hipocresia.
Amar não é tão simples,
"eu te amo" não é bom dia.

Mas também não quero um amor dissimulado.
quero que diga quando está feliz
e quando está magoado.

Quero um amor que converse sem dizer,
que faça de um simples momento:
olhar, carinho e sentimento

Não quero um amor de incertezas
tal como a ignorância
tão certa, quanto a raiva que sinto de goteiras.

Quero um amor de alegria submersa,
que me esteja sempre ali,
pra quando eu precisar ou vice versa

Não quero um amor que diga que me ama
pelo esteriótipo social
de um outdor de propaganda.

Quero aguém que goste do oposto, que viva as fantasias com coerência na verdade.
Que fique comigo, num dia frio, vendo filme antigo na sessão da tarde.

E você? O que você quer?

Poema de uma sexta-feira com chuva torrencial.

sexta-feira, 14 de março de 2008

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"Da Janela"

(por Raphael Fortunato)

Preciso sair. Quero ver as flores, escutar os pássaros, conhecer pessoas.
Quero pular de alegria, fazer poesia e andar atoa...

Quero fazer tudo que imaginar e na mesma hora!
Mas que pena, chove lá fora.

Preciso sair. Quero compor canções, sentar no meio-fio, pensar besteira.
Quero piada sem graça, fazer pirraça e plantar bananeira...

Quero tudo isso e quero agora!
Mas que pena, ainda chove lá fora.

Preciso sair. Quero fazer amigos, ser divertido, cantar sem parar.
Quero fazer juramento, curtir o momento e parar de pensar...

Quero sim, embora não possa,
pois adivinhe?! Ainda chove lá fora.

Preciso sair. Quero pique-pega, pique-bandeira, quero falar mentira.
Não quero uva, nem quero maçã, quero salada-mista ;D

Ahh mas que drogaa...
Ainda tá chovendo lá fora!

Preciso sair. Quero jogar boleba, chamar os colega, fazer cata-vento.
Quero roubar galinha, apertar campainha e sair correndo.

Já disse que quero, mas não posso agora.
Ainda chove lá fora.

Preciso sair. Quero comprar picolé, machucar meu pé, quero sentir medo
Quero falar eu te amo, não quero ser fulano, quero ser eu mesmo.
É... Ainda chove lá fora e eu aqui na janela, vendo o tempo passar...

Hey, quer saber?!

Acho que vou me molhar...

Dia após dia

quinta-feira, 13 de março de 2008

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"Dia após dia"




O dia

que brilha

das cortinas

me diz:

_Desperte.

Acorde.

Você merece

ser feliz!




De manhã

me recordo

mente san

corpo são

inebriante

alimento

essa tal

imaginação.




Quando tarde

intensidade

que invade

todo o ser,

me entrego

ao imerso

e espero

anoitecer.




E essa noite

que degola

como foice

a minha vida,

me resguardo

em seu colo

e aguardo

um novo dia.



E o novo dia

que brilha

das cortinas

também diz:

_Desperte.

Acorde.

Você merece

ser FELIZ!


Questões irrelevantes

quarta-feira, 12 de março de 2008

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"Questões irrelevantes"

A verdade que se desmente,
já não me importa
se com uma simples resposta vem outras dúvidas.

Às vezes, mas nem sempre
não querer respostas
é apenas querer menos perguntas

Por que o céu é azul?
Por que há estrelas no céu?
Por que norte não é sul?
Por que noiva usa véu?

Quem nasceu primeiro
o ovo ou o pinto?
Por que lavo a toalha
se do banho saio limpo?

Por que kamicase tem capacete
se é pra morrer que se formou?
Por que comemos milho
se sai do mesmo jeito que entrou?

De fato ja pensei,
é difícil compreender
e tão chato encontrar a verdade

pois na verdade eu não sei
nem quero saber
mas não tenho raiva de quem sabe...

Pequena explicação.

sexta-feira, 7 de março de 2008

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Literatura Claustrofóbica?!

Pensamentos repentinos com um problema complicado.
Nascem na cabeça mas temem lugar fechado.
Recusam nossa mente a fugir de qualquer jeito.
É imaginação hiperativa traduzida em um texto.

Certas Incertezas!

terça-feira, 4 de março de 2008

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Tem coisas na vida que a gente não se engana.
Toda cara tem sua metade
e toda tampa tem sua panela.
Mas o grilo é verde porque pisa na grama
ou a grama que é verde porque o grilo pisa nela?!

Como a moda sempre volta, tudo se inverte por inteiro.
O feio passa a ser bonito e o bonito vira feio.
Mas se os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros,
o do meio sempre será o do meio?!

Vendo as coisas de outra forma, de certo é muito complicado.
Penso, repenso, penso até de ponta cabeça.
Chego a uma conclusão, sem mais nenhum papo furado,
de que tudo aquilo que conheço, só de uma coisa tenho certeza:

O amor é aquilo que nos faz renascer, transformando toda a dor em histórias encantadas.
e Poetas são crianças que se recusam a crescer e passam a vida inteira a brincar com as palavras...

Aconteceu, com um amigo de um amigo meu...

segunda-feira, 3 de março de 2008

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Era uma vez, um sujeito...


...nem sabia que iria viver tantas emoções de uma só vez; nem tinha noção das complicações que enfrentaria. nem pensou duas vezes antes de viajar e nem esperou. nem chegou direito na cidade que nem deu importância ao que seus olhos estavam vendo, uma garota a qual nem se lembraria. nem imaginava ser ela o seu destino, tanto é que nem deu tanta importância quando o próprio destino os separou.
nem se incomodou e nem perdeu seu tempo pesando naquilo; nem procurava pensar nela e nem se importava. nem sonhava com ela e nem chorava.
nem castigava o destino e nem com isso insistia; nem se sentia sozinho e nem se entristecia.

nem sonha um dia encontrá-la
e nem sente saudade
nem pra sempre vai amá-la
pois nem a ama de verdade...

Ahh! antes que eu me esqueça, o nome dele é Nem.

Acontece com Tobias!

sábado, 1 de março de 2008

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Acontece com Tobias as coisas mais estranhas.
Acontece que Tobias tem mania de querer mudar as coisas e as coisas acabam por mudar Tobias.
Pessoa saudável, desde sua unha encravada do dedão pé, até a ponta de seus temporários fios de cabelo.
Reza a lenda que obtém diversas promessas não cumpridas e juramentos esquecidos, mas que o destino insiste em relembrar nas horas mais incertas.
Acontece que Tobias já apontou dedo pra estrela, passou por debaixo da escada, cruzou com gato preto, jogou pedra na cruz e cuspiu no prato que comeu.
Tobias vive num dilema, ou vive ele próprio ou encara seu próprio personagem.
Cumprimentar ladrão pouco antes de ser preso.
Falar mal da irmã de quem está a conversar, ao falar de esculturas esculpidas por deficientes visuais que se deparou na festa de ontem.
Desviar de folha seca do chão achando ser fragmento fecal canino, e pisando num próprio com o outro pé logo após.
Seria cômico se não fosse tão trágico.


Uma defecada de pássaro na cabeça, é sinal de sorte.
E duas, num intervalo de 3 minutos?

Acontece.

Dia comum no Hospital.

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Entro no elevador.
Uma mulher tenta incessantemente apertar o terceiro andar, sem sucesso.
_ Deixe que eu aperto pra você, de manhã a gente fica tão sem forças, não é?!
_ Realmente, mas ainda acho que foi um tal de gadernal que tomei a pouco.
_ Humn... é aqui que eu desço.
Saio do elevador, prossigo pelas escadas.

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